domingo, 14 de setembro de 2014

A Guerra Final - o mau marketing destrói o futuro

O capitalismo regulado, com vários defeitos significativos que promovem guerras avassaladoras, levou-nos (no Ocidente e, agora, no Oriente) a uma sociedade cada vez mais satisfeita, saudável e e globalizada, assente no padrão do consumo democratizado, que criou emprego.

Mas, … uma vez chegados a este ponto, em que se torna evidente a insustentabilidade dos padrões de consumo e a insustentabilidade ambiental, nada nos diz que este será o melhor paradigma para garantir a Paz e o desenvolvimento global!

Aliás, as evidências mostram o contrário! Desafiam-nos a encontrar modos mais responsáveis, solidários e colaborativos de governação dos territórios e do planeta. Por isso, precisamos de modos de governação baseados num empreendedorismo responsável, regulado e solidário, com uma abordagem universal de promoção da Paz e do bem-estar.

Enquanto não percebermos isto, iremos aceitar, com naturalidade, que só os ricos possam usar a melhor tecnologia de saúde, frequentar as melhores escolas, etc.! Iremos aceitar que os palestinianos e os israelitas se matem por um pedaço de terra que já não é sagrada! Continuaremos a ser vítimas do marketing hipócrita das empresas irresponsáveis, guiadas por bandidos que desvalorizam os aspectos mais relevantes da vida humana! Iremos imaginar que a solução está no crescimento económico!

Este não será o paradigma da Paz e do Desenvolvimento Sustentável. Foi, apenas o que nos trouxe até aqui! Não nos garante o futuro. Antes pelo contrário. Prepara a Guerra Final!


Pode ser interessante ver o documentário sobre a obsolescência programada para aprofundar ideias sobre este tema: https://www.youtube.com/watch?v=5tKuaOllo_0

sábado, 13 de setembro de 2014

As amarras da imperfeição

Na sociedade actual, em paz, no Ocidente Materialista, a vida é perfeita desde que tenhamos pessoas que nos garantam o merecido afeto, … se não tivermos amarras pesadas ou se podermos mobilizar o dinheiro que nos garante o cumprimento de todas as ambições e compromissos. Assim, para o cidadão comum, a vida é sempre imperfeita! Tão mais imperfeita quanto maior for a diferença entre as suas amarras e o seu poder do dinheiro! Talvez, a questão central da (im)perfeição da vida (da sua qualidade) sejam as amarras assumidas e não tanto o volume de dinheiro disponível ;)

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Orientar o voo

Educar é criar vidas com sentido!

Educar é, acima de tudo, criar um bom ambiente para fazer emergir de cada indivíduo o melhor que ele tem para partilhar num caminho comum com os outros. É, se quisermos, um ato de descoberta de Valores, de Treino (de emoções, relações e pensamentos), um Processo de auto-descoberta com os outros, um modo de preparar a pessoa para saber usar cada momento da vida num percurso que tem um sentido positivo e harmonioso.

Instruir ou ensinar, é, apenas, indicar um caminho, que parece obrigatório, mesmo que não faça sentido!

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Nossos HORIZONTES

Em entrevista ao Público, a ex-ministra Maria de Lurdes Rodrigues diz que o “défice de qualificação de adultos” é “um obstáculo” ao crescimento do país! 

Olhando o escaparate de livros numa estão de correios, dou com o «Nunca te Distraias da Vida», do Manuel Forjaz. Fico a pensar: é importante gozar cada dia, mas fazê-lo com um sentido de vida escolhido, não ocasional, banal! 

É conveniente saber refletir e escolher uma filosofia de vida! Mas, neste campo, bem como no das escolhas do quotidiano, os horizontes socioculturais dos pais, amigos e professores, bem como a informação dos órgãos de comunicação, são fortes condicionantes! 

Por isso, uma sociedade de famílias pouco cultas e fechadas, com dificuldade em refletir, dialogar e auto-analisar-se, cria gerações cada vez mais incapazes de escolher e decidir. Produz pessoas cada vez mais frágeis para enfrentar desafios complexos e integrados.

O que somos (em termos individuais e coletivos) depende dos horizontes socioculturais dos pais, amigos e professores ... que temos!

E a escola poderia abrir esses horizontes, mas ...

sábado, 21 de junho de 2014

Cultivos de Paz

Quando, na escola, instruímos ou educamos uma criança, podemos estar a formar um líder do futuro ou um assassino sanguinário. A responsabilidade é imensa! Por isso, temos obrigação de fazer o trabalho com muita Consciência e Amor, com o coração cheio de esperança, com o realismo que a idade nos ensina.

Ser professor é uma arte. A arte de amar o futuro no presente, com base no passado, numa perspectiva integral e integradora que pode transferir, entre gerações, as memórias de uma consciência cada vez mais perfeita.

Os grandes mestres são aqueles que nos ajudam a aprender o sentido da vida, numa dialética constante entre passado e futuro, conquistando a competência de saber cultivar a Paz (interior e exterior).

Assim se cultiva a Felicidade ;)

sábado, 10 de maio de 2014

Guerreiros de Paz

Qualquer guerra travada para o bem comum será vencida com persistência, mesmo que, por vezes, se possam perder batalhas, que desmotivam os guerreiros. Por isso, a paciência (Paz com Ciência/Sabedoria) é uma ferramenta excecionalmente importante.

A «guerra da arte do corpo», com música, é um prazer «superior» de inteligência. É um pilar de vida saudável, num planeta São! 

Ser bailarino é estar, por momentos, num nível próximo da plenitude da vida, enriquecendo o prazer de estar e dar, alcançando sensações que apenas a meditação permite, travando uma guerra de Paz.

Mas, para o Crato, isto é treta, filosofia e estética barata, a que a escola não precisa de dar lugar! Efetivamente, são conhecimentos de uma profundidade que a «sua matemática» nunca alcançará!

TUDO DE BOM

quinta-feira, 1 de maio de 2014

1º de Maio

É feriado. Por enquanto. O dia do trabalhador. O dia de alguém que investe tempo da sua vida na concretização de um resultado por conta de outrem! Alguém que pode ser um colaborador motivado ou um escravo explorado!

Hoje, é uma data de confrontação ideológica, estúpida, banalizada, que desvaloriza a importância de uma reflexão/negociação de novos papéis e de novas visões numa sociedade em plena mudança. 

Em tempos, de ditadura, chegou a ser um dia proibido!

O dia do trabalhador, não é o do calão nem do patrão, muito menos o do político mentirão. Deve ser o dia da reflexão sobre como trabalhar melhor, num esforço conjunto para melhorar o bem-estar social. 

Mas, tal só seria possível se a maioria quisesse assumir a sua responsabilidade sociopolítica, investindo tempo de vida na construção desta democracia, impedindo a manipulação política que promove o retorno à ditadura. Mas, isto é um sonho! A maioria dos portugueses … «não percebe nada de política» … nem de nada que lhes sugira pôr o cérebro a funcionar!