terça-feira, 5 de agosto de 2014

Orientar o voo

Educar é criar vidas com sentido!

Educar é, acima de tudo, criar um bom ambiente para fazer emergir de cada indivíduo o melhor que ele tem para partilhar num caminho comum com os outros. É, se quisermos, um ato de descoberta de Valores, de Treino (de emoções, relações e pensamentos), um Processo de auto-descoberta com os outros, um modo de preparar a pessoa para saber usar cada momento da vida num percurso que tem um sentido positivo e harmonioso.

Instruir ou ensinar, é, apenas, indicar um caminho, que parece obrigatório, mesmo que não faça sentido!

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Nossos HORIZONTES

Em entrevista ao Público, a ex-ministra Maria de Lurdes Rodrigues diz que o “défice de qualificação de adultos” é “um obstáculo” ao crescimento do país! 

Olhando o escaparate de livros numa estão de correios, dou com o «Nunca te Distraias da Vida», do Manuel Forjaz. Fico a pensar: é importante gozar cada dia, mas fazê-lo com um sentido de vida escolhido, não ocasional, banal! 

É conveniente saber refletir e escolher uma filosofia de vida! Mas, neste campo, bem como no das escolhas do quotidiano, os horizontes socioculturais dos pais, amigos e professores, bem como a informação dos órgãos de comunicação, são fortes condicionantes! 

Por isso, uma sociedade de famílias pouco cultas e fechadas, com dificuldade em refletir, dialogar e auto-analisar-se, cria gerações cada vez mais incapazes de escolher e decidir. Produz pessoas cada vez mais frágeis para enfrentar desafios complexos e integrados.

O que somos (em termos individuais e coletivos) depende dos horizontes socioculturais dos pais, amigos e professores ... que temos!

E a escola poderia abrir esses horizontes, mas ...

sábado, 21 de junho de 2014

Cultivos de Paz

Quando, na escola, instruímos ou educamos uma criança, podemos estar a formar um líder do futuro ou um assassino sanguinário. A responsabilidade é imensa! Por isso, temos obrigação de fazer o trabalho com muita Consciência e Amor, com o coração cheio de esperança, com o realismo que a idade nos ensina.

Ser professor é uma arte. A arte de amar o futuro no presente, com base no passado, numa perspectiva integral e integradora que pode transferir, entre gerações, as memórias de uma consciência cada vez mais perfeita.

Os grandes mestres são aqueles que nos ajudam a aprender o sentido da vida, numa dialética constante entre passado e futuro, conquistando a competência de saber cultivar a Paz (interior e exterior).

Assim se cultiva a Felicidade ;)

sábado, 10 de maio de 2014

Guerreiros de Paz

Qualquer guerra travada para o bem comum será vencida com persistência, mesmo que, por vezes, se possam perder batalhas, que desmotivam os guerreiros. Por isso, a paciência (Paz com Ciência/Sabedoria) é uma ferramenta excecionalmente importante.

A «guerra da arte do corpo», com música, é um prazer «superior» de inteligência. É um pilar de vida saudável, num planeta São! 

Ser bailarino é estar, por momentos, num nível próximo da plenitude da vida, enriquecendo o prazer de estar e dar, alcançando sensações que apenas a meditação permite, travando uma guerra de Paz.

Mas, para o Crato, isto é treta, filosofia e estética barata, a que a escola não precisa de dar lugar! Efetivamente, são conhecimentos de uma profundidade que a «sua matemática» nunca alcançará!

TUDO DE BOM

quinta-feira, 1 de maio de 2014

1º de Maio

É feriado. Por enquanto. O dia do trabalhador. O dia de alguém que investe tempo da sua vida na concretização de um resultado por conta de outrem! Alguém que pode ser um colaborador motivado ou um escravo explorado!

Hoje, é uma data de confrontação ideológica, estúpida, banalizada, que desvaloriza a importância de uma reflexão/negociação de novos papéis e de novas visões numa sociedade em plena mudança. 

Em tempos, de ditadura, chegou a ser um dia proibido!

O dia do trabalhador, não é o do calão nem do patrão, muito menos o do político mentirão. Deve ser o dia da reflexão sobre como trabalhar melhor, num esforço conjunto para melhorar o bem-estar social. 

Mas, tal só seria possível se a maioria quisesse assumir a sua responsabilidade sociopolítica, investindo tempo de vida na construção desta democracia, impedindo a manipulação política que promove o retorno à ditadura. Mas, isto é um sonho! A maioria dos portugueses … «não percebe nada de política» … nem de nada que lhes sugira pôr o cérebro a funcionar! 

sábado, 26 de abril de 2014

O Sentido de Responsabilidade

Nos últimos anos, muitos pais, diretores associativos, empresários e professores, no contacto direto comigo, queixam-se da falta de sentido de responsabilidade dos jovens adultos! É uma tragédia epidémica.

Confirmo-o, é uma dominante, uma característica que marca as últimas gerações de jovens adultos, alguns, agora com 45 anos!Dificultando a sua afirmação no mundo do trabalho e na sociedade, no período pós escolar. 

Pergunto-me: o que temos feito para que tal não ocorra?

O sentido de responsabilidade, tal como a cidadania, a empatia e o respeito, é uma competência emocional que se treina. Não se ensina! Aprende-se ... fazendo, experimentando, errando. Enfrentando desafios.

Pergunto-me: O que fazemos nós na escola, em casa e na comunidade, quando desresponsabilizamos e sobre-protegemos os filhos, os alunos e os estagiários?

Já repararam nos impactos desta educação na Democracia que temos? Não será este assunto uma base mais estrutural para a sociedade do que mais umas aulas de matemática* e português*?

*palavras propositadamente escritas com letra minúscula!

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Ser professor

Se me elogias, não esqueças que sou um retransmissor da sabedoria que aprendi com outros. Com ela, cresci! Depois, todos os dias, lhe junto um pouco de novas experiências que tento passar para ti.

Se me elogias, estás a fazê-lo também ao João, à Helena, ao Mário, ao José e a outros que, ao longo da minha vida, no ato de ensinar, carimbaram o meu coração, mostrando o que precisava de Ver. Assim se escreve a nossa História, numa cadeia interativa comum.

Se sou um bom professor, é porque amo o que faço, com uma paixão quase doentia em ajudar a construir vidas e futuros melhores. Sinto-me bem neste papel ... enquanto te vejo crescer.

Sou professor porque te ajudo a sorrir, respeitando tudo o que és e a liberdade que tens.  É, para mim, um simples ato de respirar enquanto te sinto a soltares as asas que te permitem voar.

Daqui a uns anos, se houver um Álvaro no meio de outros nomes que possas recordar com carinho, ficarei feliz. Fiz o que devia.

Esta é a beleza extraordinária de ser professor ;)