quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Três certezas!


Na vida, tenho apenas 3 certezas.

- Estou certo que vou morrer.
- Comprovo que somos escravos das nossas «verdades».
- A esmagadora maioria das «verdades» são, sempre, temporárias.

Destas, estou absolutamente certo.

Pressinto que existirá uma outra certeza ligada à necessidade de trocar, partilhar e de descobrir um sentido espiritual e emocional para as pequenas e grandes coisas da vida. Mas ainda sou demasiado racional para a conseguir alcançar. Limitado que estou pelas minhas certezas temporárias.

Não compreendo como é que ainda gastam tempo a tentar matar as verdades dos outros! Mas, concedo, feliz, porque sei que sou limitado!

Afinal, já tenho 4 certezas! ;-) Esta será temporária?

Os Contributos mais populares


Obrigado amigos, por lerem os meus contributos!

Dois meses de investimento nesta pequena brincadeira. 97 «Contributos» publicados, com algum sentido (5500 visualizações registadas). Nada de especial. Apenas contributos para, juntos, ajudarmos a construir vidas e um mundo melhor!

Os 10 Contributos mais populares:
         1º   Sítio ou lugar
         2º   O problema português
         3º   Bom dia
         4º   Amigos
         5º   Sou estúpido, quero elogios
         6º   É tão fácil matar
         7º   Maldita escola
         8º   Sou preto
         9º   As normas libertam
       10º   Lisboa, cidade poética

Mas há outros que, um dia, terei de organizar!


Assumo, sou culpado!


Andamos iludidos e desencantados, também por minha culpa!

Iludidos pelos órgãos de comunicação que mostram notícias irrelevantes, polémicas estéreis para distrair a malta. 

Sei do que falo. Durante pouco anos, fiz assessoria de imprensa numa empresa séria, que desapareceu. Conheci o meio que se criou desde 1995! Vive da mentira e do engano. Como bem revelou Manuel Maria Carrilho no seu livro: «Sobre o Signo da Verdade». Corrói a Democracia.

Há uma técnica muito utilizada pelas «agências» que fazem assessoria de imprensa. Quando os podres de um cliente aparecem na praça pública, alimenta-se os jornais e as televisões com as informações que permitem fazer notícias da treta, com outros temas. «Rouba-se» espaço para as notícias que não se quer mostrar. Dá-se ou inventa-se informação que o povo quer ver, ouvir e ler: incêndios, catástrofes, polémicas futebolísticas, grandes escândalos, etc. Tudo o que vemos nos telejornais e nas capas da imprensa. 

Entretanto, vai-se fazendo o que é reprovável, longe das câmaras!

A democracia está neste estado, também por minha culpa! 

Não porque o tenha feito. Mas porque nada fiz para o combater. Era culpado! Para evitar chatices, demiti-me do nobre ato de cidadania de denunciar práticas inaceitáveis. Fui ingénuo e irresponsável.

Também assumo a culpa por andarmos desencantados! Fruto deste sistema que deixei montar, já não acredito no encanto desta Democracia, muito irresponsável, que cria desigualdades de modo insuportável.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Devo ser estúpido!


...um estranho numa terra estranha!

Desde pequeno, sempre me indignei quando alguém gozava com outro, mais fraco ou menos capaz. Sempre achei o ato cobarde, indigno e estúpido. De baixo nível. 

Quando vejo alguém a gozar com a iliteracia de outro, um dos bens mais preciosos que existe para poder viver feliz, ainda me indigno mais. Refiro-me aos estúpidos comentários que vi junto a esta imagem: 


E respondo com este vídeo que vos deve fazer recuar! http://cn.ted.com/talks/sandra-fisher-martins-the-right-to-understand.html?c=353349

Não gozem! Respeitem. É uma das melhores maneiras de crescer! Além do mais, o conteúdo é pleno de emoção, a forma, irrelevante.

Acordem «marretas»


Olho para a cimeira da UE e vejo um bando de velhos «marretas» a imaginar que a vida se resolve com mais repressão económica sobre os estados soberanos. Vejo o Passos Coelho a dizer quase o mesmo que o Sócrates no início de início do ano de 2011. Está a pré-anunciar um segundo resgate, a evidência de que a solução falhou!

Olho para alguns dos meus alunos, que nasceram na era histórica d.n. (depois da Net) e vejo um magote de putos criativos, com boas ideias e melhores valores, que não têm noção do que é «lutar pela vida», porque a sociedade que temos e os pais que os educaram, os protegeram irresponsavelmente, mimando em tudo o que puderam!

Olho para os pais deles e vejo que, nascidos a.n. (antes da Net), estão aturdidos pela mudança, mas, egoístas e competitivos, preferem seguir o caminho dos velhos que lhes abriram as portas da vida confortável de consumo. Fogem à visão dos novos que não entendem!

No meio disto tudo, já não sei onde vamos parar. Partilho aqui convosco um vídeo que os alunos fizeram o favor de me mostrar! Talvez explique muita coisa! http://www.youtube.com/watch?v=52e7i-2D6HU

E digo aos mais velhos: Acordem «marretas», o mundo mudou imenso! 

Será neste novo mundo, complexo, dinâmico e integrado - que  vocês querem renegar porque desconhecem, vos assusta - que construiremos as soluções de uma vida muito diferente! 

Para perceberem com maior profundidade o que está em causa, aconselho-vos a leitura de François Ascher: «Novos princípios do urbanismo, seguido de Novos compromissos urbanos.», escrito em meados dos anos 2000! E, de preferência, dos livros: «O que faria o google», de Jeff Jarvis; e «Como se tornar indispensável», de Seth Godin. Talvez assim nos possam ajudar a melhorar o mundo que temos!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

A nova história


Até há uns anos fazia sentido distinguir a história através de Cristo. Antes de Cristo (ac) e depois de Cristo (dc). Qualquer dia, distingue-se com a Internet. Antes da Net (an) e depois da Net (dn).

Em Portugal, há um conflito de gerações, incapazes de se entenderem. Vivem mundos e tempos diferentes.

De um lado, olhando à moda antiga, estão os que acreditam que esta é uma crise do capitalismo moderno que se resolve no quadro dos Estados e dos paradigmas modernos. É malta que estudou a doutrina moderna. Criou os liberais que se antagonizam com os comunistas. Ainda acreditam no poder autoritário. Para eles, o mundo explica-se ainda pelas diferenças entre ricos e pobres, poderosos e inferiores. Para estes, a Internet é um planeta distante, pouco relevante!

Mas há uma nova geração que pensa e age diferente. Ultrapassando as regras, desconhecendo os dogmas modernos e modernistas. Carregada de putos diferentes, que imaginam e desejam uma sociedade em rede, cheia de democracia, feita de ligações e desligações, efémeras, liberais, mas decentes. Vivem na «net» como se fosse a Terra!

Desencontrados e desconfiados, olham-se com desdém, incapazes de dialogar para buscar as soluções que uma nova sociedade exige. Isolam-se. Compassadamente, caminham para o precipício, a par, agarrados, enquanto dá, ao modo de vida de antes da Net, com a moral do tempo de Cristo!

O problema é que a vida é, por agora, um misto destes dois mundos que são incapazes de perceber!

2 meses!


Quanto tempo falta para que o caldo se entorne? 

Para um número muito significativo de cidadãos, as políticas troikianas dos dois últimos governos barraram a economia, o emprego, o acesso à saúde, à educação. Aperta-se o cerco aos alicerces do bem-estar, de uma vida digna! 

O acesso à saúde corresponde às necessidades mais básicas da dignidade humana. O ensino e a formação funcionam como instrumentos de esperança para uma vida melhor! Quando se barram o emprego e estes dois alicerces, bloqueia-se o sonho de ter uma vida digna.

O Estado que não permite o acesso a estes «bens», não tem valor. 

A paciência esgota-se. A classe média, privada de bens e serviços básicos, já sente a crise para além dos limites de tolerância! 

Cada palavra mal dita, é um detonador. Cada medida do Governo, uma bomba prestes a explodir. Uma simples greve, a conta da luz, outro aumento,  podem ser a faísca para a explosão.  

O povo já não tem razões para suportar deslizes! 

Desorientado e desiludido, percebendo que não vale a pena o sacrifício, sem o garante de um presidente decente, procura um sinal! Espera a oportunidade para aliviar a raiva que sente por ter sido enganado e, agora, por ter sido humilhado, pelas palavras do presidente.

Só falta saber, quando vai acontecer! Será já nesta semana ou será daqui a dois meses? Aceitam-se apostas, até essa data!