A vida de uma pessoa é tão rica quando tem significados
(emoções positivas), momentos alegres partilhados. Pode ter um sentido, que se realiza
pela concretização de muitas ligações/relações nas quais se trocam sentimentos e esperanças cúmplices. Tenho a sensação que as relações são a origem dos significados e condicionam os sentidos da vida. Principalmente as relações de Amor. Sejam elas carnais, fraternas ou de amizade. Por isso, na escola, e em casa, pela prática e pelos
ensinos, devíamos ganhar muitas habilidades para cultivar o Amor … e a capacidade de saber Amar.
Este é um espaço de expressão de ideias, de contributos para, juntos, construirmos um mundo melhor! ._._. (...) «Não mudes os outros. Não forces. Ajuda-os a mudar. Desafia-os e apoia-os. O que faço de mais importante, não me ensinaram, aprendi.» (...), in «Tudo para ser feliz», Lx.31.12.2011._._. Sempre que errar, por favor, alerta-me!
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
sábado, 27 de dezembro de 2014
Para além da sorte
Para além da sorte, que quase determina o nosso caminho, a «riqueza»
de uma pessoa ou de uma comunidade (um povo) nasce da capacidade de escutarmos
e integrarmos as diferenças de sentimento, pensamento e de acção. Não se cria
pelas certezas, mas antes, pela capacidade orientada de as recriar em todos os
momentos, num caminho com significado íntimo (pessoal) e um sentido comum/coletivo.
No fundo, trata-se de juntar Pessoas, meios e fins, num
percurso que queremos percorrer porque acreditamos que nos fará felizes, por
muitos anos, deixando um legado construtivo e relevante.
Foi assim que nasceram os Descobrimentos.
Tivemos a sorte de, em determinada época da história, juntar,
num pequeno território, os saberes do norte da Europa, com os do norte de
África e do Médio Oriente e, impelidos pela incapacidade de conquistar espaço
geográfico em Castela, ter de procurar novas soluções com os recursos
diferentes que as diversas culturas nos trouxeram, buscando novos rumos e
territórios.
Tal desígnio aconteceu porque tivemos reinados (sistemas de
liderança) que souberam sentar à mesma mesa, de negociação e concertação,
judeus, árabes, anglo-saxónicos (celtas, suevos e visigodos) africanos e iberos
para construir uma nova ambição … colectiva, ao mesmo tempo interesseira e
altruísta!
É por isso que não entendo a razão de ser de tanta estupidez
que se constrói na incapacidade de escutar o outro, o que ele sente e pensa
diferente.
Tal como no passado, para desenvolver este país, é
fundamental aprender em conjunto, ambicionar em conjunto (envolvendo pessoas,
alinhando vontades, sincronizando as ações e celebrando as conquistas),
congregar pessoas, aproveitando e desenvolvendo as suas competências (muito
diferentes) no seio de organizações colaborativas, criando uma economia que
gera emprego responsável e sustentável - com sentido e significado porque
melhora as condições de vida dos outros e, naturalmente, do próprio - …
fundada nas comunidades capazes de partilhar ideias com base em valores de Humanismo e
Congregação que nascem do contrato social que se estabeleceu através do Estado
durante o século 20.
É este o nosso grande desafio para 2015.
É assim que, hoje, se constrói o sucesso das nações. Não é
com mentiras nem dogmas nem certezas nem manipulações! Também não é com os
discursos da competitividade global, embora ela seja relevante, que se esvazia
na vaidade e no lucro!
FELIZ ANO NOVO ;)
domingo, 14 de setembro de 2014
A Guerra Final - o mau marketing destrói o futuro
O capitalismo regulado, com vários defeitos
significativos que promovem guerras avassaladoras, levou-nos (no
Ocidente e, agora, no Oriente) a uma sociedade cada vez mais satisfeita, saudável
e e globalizada, assente no padrão do consumo democratizado, que criou emprego.
Mas, … uma vez chegados a este ponto, em que se torna
evidente a insustentabilidade dos padrões de consumo e a insustentabilidade
ambiental, nada nos diz que este será o melhor paradigma para garantir a Paz e
o desenvolvimento global!
Aliás, as evidências mostram o contrário! Desafiam-nos a
encontrar modos mais responsáveis, solidários e colaborativos de governação dos
territórios e do planeta. Por isso, precisamos de modos de governação baseados num
empreendedorismo responsável, regulado e solidário, com uma abordagem universal de promoção da Paz
e do bem-estar.
Enquanto não percebermos isto, iremos aceitar, com
naturalidade, que só os ricos possam usar a melhor tecnologia de saúde, frequentar as melhores escolas, etc.! Iremos aceitar que os palestinianos e os israelitas se matem por um pedaço de terra que já não é sagrada! Continuaremos
a ser vítimas do marketing hipócrita das empresas irresponsáveis, guiadas por bandidos que desvalorizam os aspectos
mais relevantes da vida humana! Iremos imaginar que a solução está no crescimento económico!
Este
não será o paradigma da Paz e do Desenvolvimento Sustentável. Foi, apenas o que nos trouxe até aqui! Não nos garante o futuro. Antes pelo contrário. Prepara a Guerra Final!
Pode ser interessante ver o documentário sobre a obsolescência programada para aprofundar ideias sobre este tema: https://www.youtube.com/watch?v=5tKuaOllo_0
sábado, 13 de setembro de 2014
As amarras da imperfeição
Na sociedade actual, em paz, no Ocidente Materialista, a
vida é perfeita desde que tenhamos pessoas que nos garantam o merecido afeto, …
se não tivermos amarras pesadas ou se podermos mobilizar o dinheiro que nos
garante o cumprimento de todas as ambições e compromissos. Assim, para o
cidadão comum, a vida é sempre imperfeita! Tão mais imperfeita quanto maior for
a diferença entre as suas amarras e o seu poder do dinheiro! Talvez, a questão
central da (im)perfeição da vida (da sua qualidade) sejam as amarras assumidas e não
tanto o volume de dinheiro disponível ;)
terça-feira, 5 de agosto de 2014
Orientar o voo
Educar é criar vidas com sentido!
Educar é, acima de tudo, criar um bom ambiente para fazer emergir de cada indivíduo o melhor que ele tem para partilhar num caminho comum com os outros. É, se quisermos, um ato de descoberta de Valores, de Treino (de emoções, relações e pensamentos), um Processo de auto-descoberta com os outros, um modo de preparar a pessoa para saber usar cada momento da vida num percurso que tem um sentido positivo e harmonioso.
Instruir ou ensinar, é, apenas, indicar um caminho, que parece obrigatório, mesmo que não faça sentido!
Educar é, acima de tudo, criar um bom ambiente para fazer emergir de cada indivíduo o melhor que ele tem para partilhar num caminho comum com os outros. É, se quisermos, um ato de descoberta de Valores, de Treino (de emoções, relações e pensamentos), um Processo de auto-descoberta com os outros, um modo de preparar a pessoa para saber usar cada momento da vida num percurso que tem um sentido positivo e harmonioso.
Instruir ou ensinar, é, apenas, indicar um caminho, que parece obrigatório, mesmo que não faça sentido!
quarta-feira, 2 de julho de 2014
Nossos HORIZONTES
Em entrevista ao Público, a ex-ministra Maria de Lurdes Rodrigues diz que o “défice de qualificação de adultos” é “um obstáculo” ao crescimento do país!
Olhando o escaparate de livros numa estão de correios, dou com o «Nunca te Distraias da Vida», do Manuel Forjaz. Fico a pensar: é importante gozar cada dia, mas fazê-lo com um sentido de vida escolhido, não ocasional, banal!
É conveniente saber refletir e escolher uma filosofia de vida! Mas, neste campo, bem como no das escolhas do quotidiano, os horizontes socioculturais dos pais, amigos e professores, bem como a informação dos órgãos de comunicação, são fortes condicionantes!
Por isso, uma sociedade de famílias pouco cultas e fechadas, com dificuldade em refletir, dialogar e auto-analisar-se, cria gerações cada vez mais incapazes de escolher e decidir. Produz pessoas cada vez mais frágeis para enfrentar desafios complexos e integrados.
O que somos (em termos individuais e coletivos) depende dos horizontes socioculturais dos pais, amigos e professores ... que temos!
E a escola poderia abrir esses horizontes, mas ...
Olhando o escaparate de livros numa estão de correios, dou com o «Nunca te Distraias da Vida», do Manuel Forjaz. Fico a pensar: é importante gozar cada dia, mas fazê-lo com um sentido de vida escolhido, não ocasional, banal!
É conveniente saber refletir e escolher uma filosofia de vida! Mas, neste campo, bem como no das escolhas do quotidiano, os horizontes socioculturais dos pais, amigos e professores, bem como a informação dos órgãos de comunicação, são fortes condicionantes!
Por isso, uma sociedade de famílias pouco cultas e fechadas, com dificuldade em refletir, dialogar e auto-analisar-se, cria gerações cada vez mais incapazes de escolher e decidir. Produz pessoas cada vez mais frágeis para enfrentar desafios complexos e integrados.
O que somos (em termos individuais e coletivos) depende dos horizontes socioculturais dos pais, amigos e professores ... que temos!
E a escola poderia abrir esses horizontes, mas ...
sábado, 21 de junho de 2014
Cultivos de Paz
Quando, na escola, instruímos ou educamos uma criança,
podemos estar a formar um líder do futuro ou um assassino sanguinário. A responsabilidade é imensa! Por isso, temos obrigação de fazer o trabalho com muita
Consciência e Amor, com o coração cheio de esperança, com o realismo que a
idade nos ensina.
Ser professor é uma arte. A arte de amar o futuro no
presente, com base no passado, numa perspectiva integral e integradora que pode transferir, entre
gerações, as memórias de uma consciência cada vez mais perfeita.
Os grandes mestres são aqueles que nos ajudam a aprender o
sentido da vida, numa dialética constante entre passado e futuro, conquistando a competência de saber cultivar a Paz (interior e exterior).
Assim se cultiva a Felicidade ;)
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