domingo, 14 de julho de 2013

Tudo passa

Tudo passa! As coisas boas ... e as más! Tudo é impermanente. Apenas se mantém na nossa mente, porque a emoção as agarra e a razão organiza. São memórias, que o corpo fixa para nos estabilizar. Memórias que nos dão asas ou acorrentam, muitas vezes, para sempre.

Por isso a vida é uma sucessão de factos e de escolhas manipuladas pelas memórias. Escolhas com emoção, dramática ou poética, marcadas pelo passado vivido e pelo futuro desejado. Para além disto, a vida são ligações (emocionais e racionais, dinâmicas) sobre as quais, por vezes, tomamos consciência. 

Todavia, tudo passa, é impermanente, concretizando-se na mente, através do corpo. 

terça-feira, 9 de julho de 2013

O Sentimento de Si

Alguns sons, cheiros e formas, ficam connosco por um tempo infinito, eterno. As experiências da vida moldam os nossos corações. Ou talvez não!

Há uns seres que crescem com os anos, apascentados pelos contratempos, pelos sorrisos e momentos. Recordam com um olhar terno os netos e a infância, sabendo aguardar, alegremente, pelo que os espera. Outros envelhecem, tristes e amargurados.

Porque será? Tudo tem que ver com o Sentimento de Si ... e dos Outros?


Mestres, Amigos ou Anjos da guarda!

Um sorriso na alma e nos lábios, um olhar sereno, a disponibilidade para nos ouvir, sentir e escutar. É tudo o que queremos dos que nos acompanham nos momentos de reflexão. Valorizamos a sua disponibilidade para sentir e pensar diferente, a vontade de partilhar, de dar e receber, a Lucidez das suas sugestões e questões.

Eles ilustram a Gratidão pela vida, a importância da Paciência para enfrentar as contrariedades, a Alegria de Viver em Paz. Ajudam-nos a conquistar a Esperança e apoiam o nosso Investimento próprio, o arrojo que a autoconfiança e a inconsciência nos trazem. Eles são os nossos AMIGOS, os Anjos da Guarda que a pressa do dia-a-dia esconde, longe da nossa atenção. Eles andam aí. Nós é que, distraídos das coisas mais importantes, não os vemos!

domingo, 31 de março de 2013

Focados para vencer

As ideias e as questões que somos capazes de gerar criam a realidade que vivemos, definindo-a, para além das circunstâncias! 

Todos temos as características de sucesso, que anulamos ou desenvolvemos ao longo da vida.

Nos bairros degradados e nas escolas, os miúdos que vencem possuem as seguintes:
  1. São optimistas, acreditando num futuro melhor;
  2. Têm regras morais e seguem pessoas optimistas;
  3. Definem os objectivos no futuro (dentro do que os apaixona);
  4. Focam-se nas suas forças sem esquecer as suas fraquezas;
  5. Transformam o contexto pelas questões que colocam;
  6. Perguntam: O que é correcto fazer? O que me apaixona?;
  7. Focam-se no que funciona;
  8. Apresentam grande resiliência ao fracasso.
Com esta mentalidade, aumentam os seus níveis de confiança e de auto estima, bem como de esperança, reduzindo os níveis de ansiedade. Ganham poder. Normalmente, desenvolvem a compaixão e a empatia.

Com imaginação, tornam-se consequentes e felizes. Ultrapassam as dificuldades e sentem-se melhor para enfrentar novos desafios. Vão crescendo, coleccionando experiências e competências.

Antes estúpido do que inteligente


A solução de um problema não passa sempre pela sua compreensão. Muitas vezes, é a intuição e a acção que apontam e criam a solução. Por esse motivo, em vários momentos, para enfrentar e resolver os problemas pessoais (ou organizacionais) não importa ser psicólogo, analista ou cientista. É preferível ser estúpido!

Demasiadas vezes, fazer reflexões retrospectivas, como a psicanálise propõe, é menos terapêutico do que agir, rir, viajar, fazer exercício físico e ajudar ou ter um objectivo apaixonante.

Muitas vezes, é a acção (simples, estúpida) que explica o sucesso e a resolução do problema. Aliás, é comum haver situações em que ser limitado e estúpido, mas intuitivo e empreendedor, passa a ser o requisito essencial para a concretização da solução necessária!

Concluindo: mais vale ser estúpido, desde que se tenha um objectivo e se resolva aquilo que inventamos como problemas, do que ser culto e inteligente, racionalizando-os demasiado para compreender as suas origens, fazendo-os persistir continuamente no nosso pensamento. 

Tal escolha, não depende da qualidade e do tipo de problema.

Como diria o saudoso  Fernando Pessa: E esta, hein? 

sexta-feira, 29 de março de 2013

A nossa triste sina


Temos de assumir que somos um país pobre, com uma mentalidade piegas, queixinhas e pouco empreendedora, de gente esforçada. Maioritariamente, é tudo «boa gente», com bom coração, mas, irresponsável e com incapacidade de visão de longo alcance.

Se olharmos para os países nórdicos, verificamos que o mesmo se passava na Finlândia, na Suécia e na Noruega, em 1950. Ainda são países predominantemente rurais. Eram pobres e atrasados. Hoje, estão no topo dos rankings de desenvolvimento humano … e económico.

Os Tugas e os Castulhas (espanhóis) são maioritariamente sérios e competentes. Por isso, no estrageiro, excelentes trabalhadores! Salvo raras excepções. 

Mas há uma diferença essencial entre nós e eles (os nórdicos). Não somos democratas. Esses assumem a responsabilidade da reflexão e da acção. Tomam em suas mãos os poderes de decidirem sobre as suas vidas e de agirem para que tal aconteça. Veja-se o caso da Islândia.

Aqui, demasiada gente, do povo e das elites, tem a mania de que a responsabilidade pelo desenvolvimento é um trabalho para o vizinho. Cada um de nós, pode continuar a ser irresponsável, analfabeto, desinformado, passivo, mantendo o seu nível de vida e de consumo insustentável. Até que deixa de o poder!

Além disso, aceitamos lideranças indecentes, votamos nos piores! Naqueles que se aproveitaram da Democracia para ganhar mordomias. 

Mas, como diz o Luís, bebamos uns whiskies e sigamos a vida, enquanto os outros se lixam ;-) TUDO DE BOM

quarta-feira, 27 de março de 2013

No registo da culpa

«Miúdas, quem é que fez isto?» Foi a primeira pergunta, que me saiu, gritada, quando dei com o café entornado em cima da mesa :-( Parei um pouco, respirei fundo … e perguntei-me: porque me saiu logo esta questão, tão súbita e natural? 

A resposta é simples: Porque assim me treinei! É a minha programação neurolinguística, para as situações de contrariedade. Foi construída e consolidada por múltiplas experiências, desde a infância.

Normalmente, a primeira pergunta que fazemos perante um problema ou uma falha é: «quem é que fez?». Temos a estúpida mania de buscar um culpado, esquecendo a aprendizagem que podemos fazer. 

Quando olho para as famílias e as empresas com as quais trabalho, encontro muitas vezes a mesma cultura, a mesma acção neuroprogramada. É  aquilo que chamaria o Registo da Culpa, algo que construímos desde cedo, na família e na escola. 

Com este foco, esquecemos o essencial: a busca da solução (com base na sequência lógica de definir o Objectivo, activar a Imaginação, utilizar a Criatividade Colectiva e cultivar a Inovação).

A programação da «busca da culpa» atrasa a nossa capacidade para encontrar soluções criativas e inovadoras, criando a adaptatividade das pessoas e das organizações aos acontecimentos imprevistos. 

Precisamos de sair deste registo para ter uma vida melhor, mais reconfortante.