quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Bom dia

Bom dia,
Com os desafios da sustentabilidade e as incríveis evoluções técnicas do final do século 20, tudo está a mudar! Com uma intensidade crescente. Mas as principais mudanças são sociais+políticas+económicas. São, acima de tudo, RELACIONAIS.
As tecnologias digitais mudaram tudo, exceto as convicções e as concepções dos velhos paradigmas!
Nesta nova Sociedade que se estrutura, as Comunidades (redes estruturadas e flexíveis com um elevado sentido de identidade) jogam um papel decisivo na MOBILIZAÇÃO DE RECURSOS para o desenvolvimento. E neste sistema, não há variáveis independentes nem padrões. Tudo está interdependente, vive na crescente incerteza dos poderes distribuídos.
Mas há variáveis determinantes: a COMUNICAÇÃO (que tem sempre informação), a CULTURA (que resulta dos processos de aprendizagem e educação) e a ATITUDE.
Neste contexto, os conhecimento das determinantes da Saúde, da Arquitetura, da Intervenção Comunitária e da Gestão das Organizações são áreas do saber muito relevantes.
As ciências (designadamente, as exactas) serão apenas instrumentais, como sempre deviam ter sido! Os modelos não são a realidade. As ferramentas não são a vida. A ciência não é saber. É apenas uma parte (relevante) de tudo o que precisamos de organizar para criar um mundo melhor.
TUDO DE BOM

Feliz por desistir

Vencido, rendido ... e feliz por desistir em vez de resistir, na imensa tranquilidade do Ser/estando!

O discurso dos media, dos políticos e do povo, que refletem as linhas de pensamento dominantes na sociedade atual, revelam a incapacidade de Portugal para se integrar de forma adequada nos processos de interação e desenvolvimento à escala global!

Portanto, em vez de se ambicionar uma estratégia de desenvolvimento, poderemos assumir uma estratégia, e uma ação, de «cuidados paliativos das comunidades e do território» enquanto não tivermos a coragem de regenerar os processos educativos ... que também passam por regenerar a escola, mas não se esgotam aí!

Como a REGENERAÇÃO EDUCATIVA é uma enorme ambição, inalcançável em poucos anos, e me sinto um «estranho numa terra estranha», um visionário, irreverente e desconcertante (palavras que ouvi nos últimos 3 dias, para me caracterizarem em diferentes contextos) ... e como não me creio génio nem masoquista, mas, antes, um cidadão mediano, apaixonado pelas PESSOAS e a educação, atento ao que me rodeia ... creio que estarei muito perto do momento do salto quântico para outras ações mais libertadoras e menos grandiosas, mais humanas.

Finalmente, assumo o conforto do papel de turista, distraído e feliz, numa caminhada de aprendizagem esvaziada de sentidos mas cheia de significados inconscientes.

Chega! Jogo a toalha ao tapete. Não pelejo nem esgravato mais. Sim. Faço-o mesmo, num processo de derrota vitoriosa. E fico bem, assim, confortável e «feliz» no meio da multidão, enquanto ela se transforma sem perceber. 


A vida pode ser estupidificantemente gira, no simples, singelo e imenso ato de respirar, amar, sorrir e estar, gozando apenas o prazer de viver na consciência de Ser.

«Nossos problemas seriam menores
Se todos nós fossemos maiores»
in, Portugal, de Isabel Alves de Sousa, 2014

Obrigado a todos pelos caminhos que traçámos e traçaremos em conjunto, TUDO DE BOM

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Vida desconcertante

É giro! Desconcertante e reconfortante.
Num momento, a vida pode dar uma volta imensa, surpreendente. Pela morte de um amigo ou por um prémio do euromilhões, por uma descoberta que nos massacra ou uma paixão que nos alimenta. A vida é uma surpresa constante ... que pretendemos «controlar», debalde. Uma vida bem vivida, constrói-se no jeito positivo de lidar com os acasos, os factos marcantes e as relações relevantes, em momentos de êxtase, de dor e de paz. A vida é isso mesmo: Vida. Uma incerteza (in)constante num percurso que tentamos aprisionar em racionalidades circunscritas, fechadas. Demasiado limitadas para serem capazes de a compreender na sua plenitude imensa e difusa, quântica. E as palavras, como os desenhos, são essa coisa linda que nos permite partilhar o pouco que dela conseguimos pensar ;)



terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Talvez entre de férias

Uma grande amiga, daquelas com quem crescemos na diferença, pergunta: porque escreves tanto no facebook? O que te move?
Não sei. Não tenho tempo. Mas sinto necessidade de o fazer. 
Vim para casa a pensar nisto!
Ontem, outra amiga postou uma imagem de um bebé a dormir com um coelhinho de peluche. Fez-se luz!
O amor que se sente por um filho e a vontade de criar um mundo harmonioso são os elementos que mais me incentivam a pensar, escrever e agir assim, mesmo quando não tenho tempo. Sou Geógrafo! Tenho uma perspectiva integradora e uma elevada consciência ambiental. Creio que já ultrapassámos os limites de resiliência natural do Planeta! Mas ainda temos inteligência e tecnologia para reverter o caminho óbvio de destruição que continuamos a percorrer.
Neste caminho, teremos, provavelmente, cerca de um século para assistir à catástrofe natural. Estamos distraídos, demasiado distraídos para o desafio que nos confronta já, hoje.E, agora, já é evidente o desafio da guerra global que irá acelerar o processo.
Tudo isto, começa em falsas ideias de progresso e de economia que temos como certas, nascidas nas grandes convicções do séculos 19 e 20, antes das primeiras crises do petróleo. Prolonga-se nas práticas consumistas e irresponsáveis que temos, na ética de negócios e da política que persistimos em manter. É um problema económico que nasce na falta de qualidade da educação e do sistema sociopolítico que pretendemos continuar.
É altura de parar. É urgente mudar. É urgente ter consciência. É urgente calar os estúpidos que não conseguem perceber isto, porque estão distraídos com outras coisas. É urgente conquistar uma consciência colectiva – que não tem de ser a minha.
Sozinho, serei incapaz de ajudar a reverter o percurso! É isto que alimenta o meu ato consciente de investir tanto tempo a escrever estas parvoíces.
Mas, começo a ficar cansado. Talvez entre de férias! 
wink emoticon
TUDO DE BOM

Terno paraíso

O Paraíso alcança-se em breves momentos de serenidade e equilíbrio entre o que está dentro e fora de cada de ser, numa ligação terna, quase eterna, e momentânea, harmoniosa e densa. É simples, singelo como uma flor. Transparente. 

A foto, o desenho, o poema, a música, por vezes, expressam-no.

TUDO DE BOM


Equanimidade!

É uma sensação de Paz, tranquila, que ocorre quando, por um momento, uma alma encontra repouso na sintonia com outra alma. 

É um nível sublime de Felicidade e Amor. Imaginem o que será se durar grande parte de uma vida! Isso sim, é Natal.

Feliz Natal, TUDO DE BOM

domingo, 29 de novembro de 2015

ESCOLA ATIVA

Estamos em 2015, quase 2016. Cada vez mais próximos e ligados, numa Aldeia quase Global, em que uma enorme quantidade de pessoas se mantém isolada das ideias e dos recursos mais importantes!

Vivemos numa economia que se desenvolve a partir da guerra nos territórios distantes. Mas … os territórios estão cada vez mais próximos e presentes!

Por isso, o grande desafio atual prende-se com o PANORAMA MUNDIAL que vivemos, que pode ser descrito assim:
- Estamos perante uma crise climática ... irreversível ... ou talvez não!
- Cada vez há mais pessoas para alimentar e cuidar. Vivem mais anos.
- Não cuidamos dos recursos estruturantes. O solo, a água e o ar são suportes de vida que estamos a degradar.
- Cada vez há mais conhecimento, mas, também, mais desconhecimento relativo, manipulado.
- Para quem queira agir, há cada vez mais recursos. Agora imaginem o que se pode fazer em conjunto. 

Mas … todos os que olham para o futuro com os óculos e paradigmas do passado, irão tentar travar uma nova forma de pensar e de agir. Irão tentar manter os poderes, criar o medo, matar, fazer tudo o que seja possível para continuarem a reinar.

O padrão de pensamento e da acção construído entre 1650 e 2000 está inadequado aos novos desafios que se começaram a desenhar no princípio do século 20, que se aprofundaram depois da 2ª Grande Guerra e, acima de tudo, agudizaram-se a partir de 1973, com as crises e as guerras do petróleo.

Em toda a História, enquanto o mundo inteiro não estava tão ligado e com tanta gente, em lugares tão grandes e poluentes, foi possível e eficaz governar com exércitos, regulamentos opressores e domínios de vários tipos, impondo a lei do mais forte. Hoje, a lei do mais forte ainda impera, mas, o poder está mais distribuído.

Por isso, não estamos só perante um desafio económico. Essa é apenas uma pequena parte do problema, o efeito de outros vários aspectos determinantes como a demografia, a educação, a acção e os modos de interacção sociocultural.

Por isso, precisamos de filosofias do século 21, de pessoas do século 21, de cidades do século 21. Precisamos, acima de tudo, de uma nova ESCOLA ATIVA em que se criem novas ideias e soluções e se cultive a capacidade de sentir, pensar, aprender e AGIR em colaboração.

Cada dia que perdemos sem trabalhar este tema … é menos um dia que temos no percurso para um cataclismo global anunciado nos anos sessenta do século passado. Por isso, já, hoje, ou amanhã, reinvente-se a Escola, em todas as escolas. Mesmo que o Ministério - essa instituição criada no século 18, incapaz de se mover - não o consiga fazer.

Estamos numa época em que é preferível fazer e errar, corrigindo depois, do que continuar parados, distraídos, bebidos, divertidos, a conversar. 

Apesar dos discursos da treta, estamos numa época em que a Educação e a Ação são mais importantes do que a Economia, que resulta daquelas.