quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Sentido, significado e amor

A vida de uma pessoa é tão rica quando tem significados (emoções positivas), momentos alegres partilhados. Pode ter um sentido, que se realiza pela concretização de muitas ligações/relações nas quais se trocam sentimentos e esperanças cúmplices. Tenho a sensação que as relações são a origem dos significados e condicionam os sentidos da vida. Principalmente as relações de Amor. Sejam elas carnais, fraternas ou de amizade. Por isso, na escola, e em casa, pela prática e pelos ensinos, devíamos ganhar muitas habilidades para cultivar o Amor … e a capacidade de saber Amar.

sábado, 27 de dezembro de 2014

Para além da sorte

Para além da sorte, que quase determina o nosso caminho, a «riqueza» de uma pessoa ou de uma comunidade (um povo) nasce da capacidade de escutarmos e integrarmos as diferenças de sentimento, pensamento e de acção. Não se cria pelas certezas, mas antes, pela capacidade orientada de as recriar em todos os momentos, num caminho com significado íntimo (pessoal) e um sentido comum/coletivo.

No fundo, trata-se de juntar Pessoas, meios e fins, num percurso que queremos percorrer porque acreditamos que nos fará felizes, por muitos anos, deixando um legado construtivo e relevante.

Foi assim que nasceram os Descobrimentos.

Tivemos a sorte de, em determinada época da história, juntar, num pequeno território, os saberes do norte da Europa, com os do norte de África e do Médio Oriente e, impelidos pela incapacidade de conquistar espaço geográfico em Castela, ter de procurar novas soluções com os recursos diferentes que as diversas culturas nos trouxeram, buscando novos rumos e territórios.

Tal desígnio aconteceu porque tivemos reinados (sistemas de liderança) que souberam sentar à mesma mesa, de negociação e concertação, judeus, árabes, anglo-saxónicos (celtas, suevos e visigodos) africanos e iberos para construir uma nova ambição … colectiva, ao mesmo tempo interesseira e altruísta!

É por isso que não entendo a razão de ser de tanta estupidez que se constrói na incapacidade de escutar o outro, o que ele sente e pensa diferente.

Tal como no passado, para desenvolver este país, é fundamental aprender em conjunto, ambicionar em conjunto (envolvendo pessoas, alinhando vontades, sincronizando as ações e celebrando as conquistas), congregar pessoas, aproveitando e desenvolvendo as suas competências (muito diferentes) no seio de organizações colaborativas, criando uma economia que gera emprego responsável e sustentável - com sentido e significado porque melhora as condições de vida dos outros e, naturalmente, do próprio - … fundada nas comunidades capazes de partilhar ideias com base em valores de Humanismo e Congregação que nascem do contrato social que se estabeleceu através do Estado durante o século 20. 

É este o nosso grande desafio para 2015.

É assim que, hoje, se constrói o sucesso das nações. Não é com mentiras nem dogmas nem certezas nem manipulações! Também não é com os discursos da competitividade global, embora ela seja relevante, que se esvazia na vaidade e no lucro!

FELIZ ANO NOVO ;)



domingo, 14 de setembro de 2014

A Guerra Final - o mau marketing destrói o futuro

O capitalismo regulado, com vários defeitos significativos que promovem guerras avassaladoras, levou-nos (no Ocidente e, agora, no Oriente) a uma sociedade cada vez mais satisfeita, saudável e e globalizada, assente no padrão do consumo democratizado, que criou emprego.

Mas, … uma vez chegados a este ponto, em que se torna evidente a insustentabilidade dos padrões de consumo e a insustentabilidade ambiental, nada nos diz que este será o melhor paradigma para garantir a Paz e o desenvolvimento global!

Aliás, as evidências mostram o contrário! Desafiam-nos a encontrar modos mais responsáveis, solidários e colaborativos de governação dos territórios e do planeta. Por isso, precisamos de modos de governação baseados num empreendedorismo responsável, regulado e solidário, com uma abordagem universal de promoção da Paz e do bem-estar.

Enquanto não percebermos isto, iremos aceitar, com naturalidade, que só os ricos possam usar a melhor tecnologia de saúde, frequentar as melhores escolas, etc.! Iremos aceitar que os palestinianos e os israelitas se matem por um pedaço de terra que já não é sagrada! Continuaremos a ser vítimas do marketing hipócrita das empresas irresponsáveis, guiadas por bandidos que desvalorizam os aspectos mais relevantes da vida humana! Iremos imaginar que a solução está no crescimento económico!

Este não será o paradigma da Paz e do Desenvolvimento Sustentável. Foi, apenas o que nos trouxe até aqui! Não nos garante o futuro. Antes pelo contrário. Prepara a Guerra Final!


Pode ser interessante ver o documentário sobre a obsolescência programada para aprofundar ideias sobre este tema: https://www.youtube.com/watch?v=5tKuaOllo_0

sábado, 13 de setembro de 2014

As amarras da imperfeição

Na sociedade actual, em paz, no Ocidente Materialista, a vida é perfeita desde que tenhamos pessoas que nos garantam o merecido afeto, … se não tivermos amarras pesadas ou se podermos mobilizar o dinheiro que nos garante o cumprimento de todas as ambições e compromissos. Assim, para o cidadão comum, a vida é sempre imperfeita! Tão mais imperfeita quanto maior for a diferença entre as suas amarras e o seu poder do dinheiro! Talvez, a questão central da (im)perfeição da vida (da sua qualidade) sejam as amarras assumidas e não tanto o volume de dinheiro disponível ;)

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Orientar o voo

Educar é criar vidas com sentido!

Educar é, acima de tudo, criar um bom ambiente para fazer emergir de cada indivíduo o melhor que ele tem para partilhar num caminho comum com os outros. É, se quisermos, um ato de descoberta de Valores, de Treino (de emoções, relações e pensamentos), um Processo de auto-descoberta com os outros, um modo de preparar a pessoa para saber usar cada momento da vida num percurso que tem um sentido positivo e harmonioso.

Instruir ou ensinar, é, apenas, indicar um caminho, que parece obrigatório, mesmo que não faça sentido!

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Nossos HORIZONTES

Em entrevista ao Público, a ex-ministra Maria de Lurdes Rodrigues diz que o “défice de qualificação de adultos” é “um obstáculo” ao crescimento do país! 

Olhando o escaparate de livros numa estão de correios, dou com o «Nunca te Distraias da Vida», do Manuel Forjaz. Fico a pensar: é importante gozar cada dia, mas fazê-lo com um sentido de vida escolhido, não ocasional, banal! 

É conveniente saber refletir e escolher uma filosofia de vida! Mas, neste campo, bem como no das escolhas do quotidiano, os horizontes socioculturais dos pais, amigos e professores, bem como a informação dos órgãos de comunicação, são fortes condicionantes! 

Por isso, uma sociedade de famílias pouco cultas e fechadas, com dificuldade em refletir, dialogar e auto-analisar-se, cria gerações cada vez mais incapazes de escolher e decidir. Produz pessoas cada vez mais frágeis para enfrentar desafios complexos e integrados.

O que somos (em termos individuais e coletivos) depende dos horizontes socioculturais dos pais, amigos e professores ... que temos!

E a escola poderia abrir esses horizontes, mas ...

sábado, 21 de junho de 2014

Cultivos de Paz

Quando, na escola, instruímos ou educamos uma criança, podemos estar a formar um líder do futuro ou um assassino sanguinário. A responsabilidade é imensa! Por isso, temos obrigação de fazer o trabalho com muita Consciência e Amor, com o coração cheio de esperança, com o realismo que a idade nos ensina.

Ser professor é uma arte. A arte de amar o futuro no presente, com base no passado, numa perspectiva integral e integradora que pode transferir, entre gerações, as memórias de uma consciência cada vez mais perfeita.

Os grandes mestres são aqueles que nos ajudam a aprender o sentido da vida, numa dialética constante entre passado e futuro, conquistando a competência de saber cultivar a Paz (interior e exterior).

Assim se cultiva a Felicidade ;)