sábado, 13 de setembro de 2014

As amarras da imperfeição

Na sociedade actual, em paz, no Ocidente Materialista, a vida é perfeita desde que tenhamos pessoas que nos garantam o merecido afeto, … se não tivermos amarras pesadas ou se podermos mobilizar o dinheiro que nos garante o cumprimento de todas as ambições e compromissos. Assim, para o cidadão comum, a vida é sempre imperfeita! Tão mais imperfeita quanto maior for a diferença entre as suas amarras e o seu poder do dinheiro! Talvez, a questão central da (im)perfeição da vida (da sua qualidade) sejam as amarras assumidas e não tanto o volume de dinheiro disponível ;)

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Orientar o voo

Educar é criar vidas com sentido!

Educar é, acima de tudo, criar um bom ambiente para fazer emergir de cada indivíduo o melhor que ele tem para partilhar num caminho comum com os outros. É, se quisermos, um ato de descoberta de Valores, de Treino (de emoções, relações e pensamentos), um Processo de auto-descoberta com os outros, um modo de preparar a pessoa para saber usar cada momento da vida num percurso que tem um sentido positivo e harmonioso.

Instruir ou ensinar, é, apenas, indicar um caminho, que parece obrigatório, mesmo que não faça sentido!

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Nossos HORIZONTES

Em entrevista ao Público, a ex-ministra Maria de Lurdes Rodrigues diz que o “défice de qualificação de adultos” é “um obstáculo” ao crescimento do país! 

Olhando o escaparate de livros numa estão de correios, dou com o «Nunca te Distraias da Vida», do Manuel Forjaz. Fico a pensar: é importante gozar cada dia, mas fazê-lo com um sentido de vida escolhido, não ocasional, banal! 

É conveniente saber refletir e escolher uma filosofia de vida! Mas, neste campo, bem como no das escolhas do quotidiano, os horizontes socioculturais dos pais, amigos e professores, bem como a informação dos órgãos de comunicação, são fortes condicionantes! 

Por isso, uma sociedade de famílias pouco cultas e fechadas, com dificuldade em refletir, dialogar e auto-analisar-se, cria gerações cada vez mais incapazes de escolher e decidir. Produz pessoas cada vez mais frágeis para enfrentar desafios complexos e integrados.

O que somos (em termos individuais e coletivos) depende dos horizontes socioculturais dos pais, amigos e professores ... que temos!

E a escola poderia abrir esses horizontes, mas ...

sábado, 21 de junho de 2014

Cultivos de Paz

Quando, na escola, instruímos ou educamos uma criança, podemos estar a formar um líder do futuro ou um assassino sanguinário. A responsabilidade é imensa! Por isso, temos obrigação de fazer o trabalho com muita Consciência e Amor, com o coração cheio de esperança, com o realismo que a idade nos ensina.

Ser professor é uma arte. A arte de amar o futuro no presente, com base no passado, numa perspectiva integral e integradora que pode transferir, entre gerações, as memórias de uma consciência cada vez mais perfeita.

Os grandes mestres são aqueles que nos ajudam a aprender o sentido da vida, numa dialética constante entre passado e futuro, conquistando a competência de saber cultivar a Paz (interior e exterior).

Assim se cultiva a Felicidade ;)

sábado, 10 de maio de 2014

Guerreiros de Paz

Qualquer guerra travada para o bem comum será vencida com persistência, mesmo que, por vezes, se possam perder batalhas, que desmotivam os guerreiros. Por isso, a paciência (Paz com Ciência/Sabedoria) é uma ferramenta excecionalmente importante.

A «guerra da arte do corpo», com música, é um prazer «superior» de inteligência. É um pilar de vida saudável, num planeta São! 

Ser bailarino é estar, por momentos, num nível próximo da plenitude da vida, enriquecendo o prazer de estar e dar, alcançando sensações que apenas a meditação permite, travando uma guerra de Paz.

Mas, para o Crato, isto é treta, filosofia e estética barata, a que a escola não precisa de dar lugar! Efetivamente, são conhecimentos de uma profundidade que a «sua matemática» nunca alcançará!

TUDO DE BOM

quinta-feira, 1 de maio de 2014

1º de Maio

É feriado. Por enquanto. O dia do trabalhador. O dia de alguém que investe tempo da sua vida na concretização de um resultado por conta de outrem! Alguém que pode ser um colaborador motivado ou um escravo explorado!

Hoje, é uma data de confrontação ideológica, estúpida, banalizada, que desvaloriza a importância de uma reflexão/negociação de novos papéis e de novas visões numa sociedade em plena mudança. 

Em tempos, de ditadura, chegou a ser um dia proibido!

O dia do trabalhador, não é o do calão nem do patrão, muito menos o do político mentirão. Deve ser o dia da reflexão sobre como trabalhar melhor, num esforço conjunto para melhorar o bem-estar social. 

Mas, tal só seria possível se a maioria quisesse assumir a sua responsabilidade sociopolítica, investindo tempo de vida na construção desta democracia, impedindo a manipulação política que promove o retorno à ditadura. Mas, isto é um sonho! A maioria dos portugueses … «não percebe nada de política» … nem de nada que lhes sugira pôr o cérebro a funcionar! 

sábado, 26 de abril de 2014

O Sentido de Responsabilidade

Nos últimos anos, muitos pais, diretores associativos, empresários e professores, no contacto direto comigo, queixam-se da falta de sentido de responsabilidade dos jovens adultos! É uma tragédia epidémica.

Confirmo-o, é uma dominante, uma característica que marca as últimas gerações de jovens adultos, alguns, agora com 45 anos!Dificultando a sua afirmação no mundo do trabalho e na sociedade, no período pós escolar. 

Pergunto-me: o que temos feito para que tal não ocorra?

O sentido de responsabilidade, tal como a cidadania, a empatia e o respeito, é uma competência emocional que se treina. Não se ensina! Aprende-se ... fazendo, experimentando, errando. Enfrentando desafios.

Pergunto-me: O que fazemos nós na escola, em casa e na comunidade, quando desresponsabilizamos e sobre-protegemos os filhos, os alunos e os estagiários?

Já repararam nos impactos desta educação na Democracia que temos? Não será este assunto uma base mais estrutural para a sociedade do que mais umas aulas de matemática* e português*?

*palavras propositadamente escritas com letra minúscula!