domingo, 29 de dezembro de 2013

Todos podemos, mas ...

Há muitas maneiras de aprender e usar a vida que temos, um dia a seguir ao outro. Uma delas, é experimentando, em segurança, no seio da família, as múltiplas dimensões da vida, como a luta, a música, a arte, a cooperação e a competição.

Algumas crianças têm a sorte de crescer numa família aberta, multicultural, informada ou numa família que conserva o seu padrão identitário (a tradição) equilibrada com o mundo em que se insere.

Outras há que nascem em famílias que se descaracterizam, fechadas e perdidas, num mundo que não compreendem.

As que nascem nas primeiras, têm condições para se sentirem seguras e as bases para um crescimento saudável. As outras, tentando sobreviver emocionalmente, estão mais frágeis para enfrentar o exterior.

Felizmente, a vida de uma criança não se circunscreve à sua família … e todos podemos ter um pequeno papel, positivo, no seu crescimento, em casa, na escola e até na rua!


Um bom exemplo de educação pelo desporto, na rua, pode ser visto em http://www.futrua.org/projectos/bola-pra-frente/ (parabéns aos seus promotores).

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Estúpido arrogante

Num centro de negócios modernaço, caminhando pelo lobby, cruzei-me com engravatados de ar altivo e confiante, expressando arrogância nas palavras e no andar.

Lembrei-me das palavras de um velho sábio: «Por detrás da arrogância, está, sempre, um cérebro estúpido que não deixa aquele tipo viver a vida em Paz» … e em Harmonia com os outros. (O mesmo se passa com os teimosos!)

Mas pensei, logo a seguir: por vezes, o estúpido sou eu, quando, em certos sinais e comportamentos, leio uma arrogância que não existe. Apenas, e só, pretende disfarçar a sua enorme fragilidade. Afinal, ele é um humano, minimalista e incompetente na gestão das emoções e relações.

Lá continuei, sorridente, compassadamente, até chegar a casa. 

Tudo de bom ;)

sábado, 28 de setembro de 2013

O melhor modo de viver

Um indivíduo em harmonia, irradia um sorriso suave e aberto, com um olhar terno. Vive, aconchegado em si e no seu contexto. Uma pessoa que se sinta bem consigo, confortável com a sua identidade, em harmonia no seu mundo, não precisa de se sentir campeã nem de achincalhar os outros. 

A necessidade de ser campeão, de ser superior, de ser especial, de ser único, corresponde, muitas vezes, a um desconforto afectivo e emocional que a pessoa, intimamente, sente sobre si mesmo. É um estado de doença emocional inconsciente, cultivado na sua envolvente. A necessidade de auto-afirmação gera a superação, produz o tónus que faz lutar e, eventualmente, vencer. Por isso se esforça tanto!

A sociedade que temos favorece esta abordagem, o sofrimento oculto e o aparecimento de emoções negativas, compensadas pela luta, pela superação e pela vitória. Despoleta a necessidade de cultivar o sentido de ser herói, porque, de facto, se está doente, desconfortável, infeliz.

Será o melhor modo de viver a vida?! 

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Meio cheio … ou vazio

Muitas vezes se fala no copo que está meio cheio! Ou meio vazio!

Efetivamente, a água está a meio do copo ou … vai, numa evolução constante, enchendo-o ou esvaziando-o, estando, naquele instante, a meio.

O facto é esse! 

O resto são interpretações (ilusões), … com as quais entendemos e desenhamos a vida, dando-lhe um sentido poético (positivo) ou dramático (negativo).

A morte é algo assim. Olhada por si só, é, simplesmente: a paragem de um sistema! Pode ser vista de modo poético, valorizando as coisas boas ou … de modo dramático, realçando as más.

E a vida vai acontecendo, cheia do sentido que lhe damos.

Por isso, perante os factos, uns olham, outros riem e outros choram. Mas, se formos capazes de mobilizar estes três pontos de vista, podemos relativizar os factos da vida.

TUDO DE BOM ;-)

domingo, 14 de julho de 2013

Tudo passa

Tudo passa! As coisas boas ... e as más! Tudo é impermanente. Apenas se mantém na nossa mente, porque a emoção as agarra e a razão organiza. São memórias, que o corpo fixa para nos estabilizar. Memórias que nos dão asas ou acorrentam, muitas vezes, para sempre.

Por isso a vida é uma sucessão de factos e de escolhas manipuladas pelas memórias. Escolhas com emoção, dramática ou poética, marcadas pelo passado vivido e pelo futuro desejado. Para além disto, a vida são ligações (emocionais e racionais, dinâmicas) sobre as quais, por vezes, tomamos consciência. 

Todavia, tudo passa, é impermanente, concretizando-se na mente, através do corpo. 

terça-feira, 9 de julho de 2013

O Sentimento de Si

Alguns sons, cheiros e formas, ficam connosco por um tempo infinito, eterno. As experiências da vida moldam os nossos corações. Ou talvez não!

Há uns seres que crescem com os anos, apascentados pelos contratempos, pelos sorrisos e momentos. Recordam com um olhar terno os netos e a infância, sabendo aguardar, alegremente, pelo que os espera. Outros envelhecem, tristes e amargurados.

Porque será? Tudo tem que ver com o Sentimento de Si ... e dos Outros?


Mestres, Amigos ou Anjos da guarda!

Um sorriso na alma e nos lábios, um olhar sereno, a disponibilidade para nos ouvir, sentir e escutar. É tudo o que queremos dos que nos acompanham nos momentos de reflexão. Valorizamos a sua disponibilidade para sentir e pensar diferente, a vontade de partilhar, de dar e receber, a Lucidez das suas sugestões e questões.

Eles ilustram a Gratidão pela vida, a importância da Paciência para enfrentar as contrariedades, a Alegria de Viver em Paz. Ajudam-nos a conquistar a Esperança e apoiam o nosso Investimento próprio, o arrojo que a autoconfiança e a inconsciência nos trazem. Eles são os nossos AMIGOS, os Anjos da Guarda que a pressa do dia-a-dia esconde, longe da nossa atenção. Eles andam aí. Nós é que, distraídos das coisas mais importantes, não os vemos!