domingo, 16 de setembro de 2012

Democracia IRRESPONSÁVEL


Esta «democracia» funciona assim: 2 meses de promessas insensatas, 15 dias de festas e palhaçadas para mobilizar os já convencidos, 1 dia de democracia, vivido por metade dos eleitores, e 4 anos de ditadura cheia de mentiras. São momento de irresponsabilidade cruzada em que os governantes dão largas ao seu carácter e relações, muitos, servindo-se de Portugal. Nesse tempo, os tugas «conversam» na net.

Durante 4 anos, cada um trata da sua vidinha!

Uma família ou uma sociedade são coladas pela consciência coletiva e pelo cumprimento das responsabilidades individuais para com o bem comum. Assim se estrutura a confiança, ao longo do caminho que se percorre em conjunto. Assim se desenvolvem as sociedades. É tudo isto que está em causa, por inconsciência e irresponsabilidades mútuas.

O povo começa a acordar, pelos piores motivos (mais vale tarde do que nunca), … e vai para a rua gritar, enquanto alguns «........» se divertem! Talvez por pouco tempo ;-)


quarta-feira, 5 de setembro de 2012

As cábulas compensam?


No ensino (dito) superior, cabular é perder tempo, reforçando a ideia de que se é incapaz? Quem cabula estupidifica, fixa mal, não aprende?

Quem cabula, sente-se inferior, mas esperto, esforça-se por ser um parvalhão de sucesso. Demonstra que ainda não percebeu o verdadeiro sentido de «nível superior» de estruturação do conhecimento e do saber.

Outros alunos, os esforçados, marram sem aprender. Sofrem de tédio. Fixam ideias. Enchem a memória de informação sem sentimento. Ficam limitados, mas são decentes. Por medo, não usam cábulas. Crescem pouco. Demoram mais tempo a atingir os níveis mais elevados do saber. O sucesso foge-lhes!

Os alunos que mais se desenvolvem, experimentam a vida, lêem, navegam, processam informação, trocam ideias, imaginam, exploram hipóteses, buscam os detalhes, as fragilidades, para destruir e reconstruir o que os outros ensinam. Criam uma visão própria. Aprendem umas coisas no meio de umas cervejas, de uns namoros e de muitas experiências com múltiplos sentidos. Fazem cábulas, fazem esquemas, mas não os usam. Sentem o orgulho de conquistar etapas, próprias, cheias de sentimento e de sentido. Crescem mais fortes! Criam mais oportunidades para o futuro!

Aprender é experimentar apropriarmo-nos de sensações, ideias, teorias, emoções de outros, cruzando essa informação com aquilo que somos. É ganhar recursos, poder, capacidade de recriar algo novo, próprio, único, diferente, especial. É ficar mais inteligente e apto para novos desafios. É ficar melhor consigo, na relação com os outros.

Quem usa cábulas tem um sentido único, limitado. Quer ser esperto, ficando burro. Por vezes, tem boas notas, bons prémios que o ajudam a manter a ilusão. Atinge o nível superior de parvalhão. Levado ao extremo, chega a ministro. Em Portugal, e no mundo, até compensa!

sábado, 1 de setembro de 2012

Aprender é saber ... viver


Hoje, saber pintar ou desenhar, ter ritmo para tocar bateria, jogar futebol, inventar e contar histórias, navegar na Internet, fazer teatro e saber estudar pode ser tão importante como saber escrever. Permite criar ligações relevantes e empregos. Integra pessoas numa vida com sentido.

Aprender é criar poder, ganhar momentos presentes e sonhos futuros. 

É importante SABER APRENDER.

Num mundo em transformação, é preciso mudar e aprender, continuamente, para adaptar-mo-nos aos desafios da vida, sentindo que a controlamos, que nela criamos as boas relações que queremos. Por isso, APRENDER deve ser um prazer, que se cria, com disciplina, nos momentos, com os outros, com alguma diversão, com relações positivas, com um sentido claro para o futuro.

Mas não é fácil de fazer. Exige risco, criatividade, experimentação, tolerância ao erro, organização, sistematização e treino. Em contrapartida, dá poder, controlo e auto-estima, quando os resultados desejados acabam por acontecer. Dá prazer ;-)

Na nova Sociedade Hipermédia, APRENDER é SABER VIVER.

Por outro lado, ensinar é a arte de saber criar momentos e vidas felizes, confortáveis, cheios de sentido, apaixonantes para qualquer tipo de pessoas, portadoras dos seus talentos. É saber arrumar as ideias, as experiências e os momentos de tal modo que cada um os possa agarrar e recombinar, construindo os seu caminho de bem-estar, explorando confortavelmente os seus sentimentos. 

Ensinar, é liderar e criar uma plataforma segura para voar, para partir e regressar, sem angústias nem stress, com desafio e paixão.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Crato, ... é um erro crasso...


... pensar que o ensino educa as pessoas, que o conhecimento faz grandes homens, que a escola é um alicerce do desenvolvimento.

A escola pode ser um sistema de atraso, de mera e estupidificante passagem de informação – pode criar seguidores, carniceiros, capitalistas e comunistas, ditadores e narcisistas – pode ser um massificador de egoísmos e consumismos, ou, simplesmente, IRRELEVANTE!

Em alternativa, a ESCOLA pode ser um cultivador de mentes abertas e criativas, um espaço de cidadania e treino de pessoas capazes de construir democracias responsáveis e empreendedoras, de cultivar o bem comum com a garantia do desenvolvimento próprio, pode ser um ninho de futuros felizes e de civilização sustentável.

A diferença está na abordagem filosófica e pedagógica que se faz sobre a ESCOLA. Está também na interpretação que todos os intervenientes fazem sobre o ir, estar e passar pela escola, até pelas aulas.

A sociedade desigual que se está a criar, injusta e inviável, reflete a «merda de massa» que somos enquanto sociedade, que se cristaliza na ESCOLA, através dos currículos, das famílias e dos professores!

Portugal é o que os portugueses (eleitores e eleitos) fazem deste território que delimitamos pelas fronteiras geográficas, pela língua e pelo espírito mesquinho de ser português, que multiplicamos nas escolas, em todos os níveis de ensino.

Estamos mais ensinados, mais instruídos, ... menos sábios, … menos cultos … e menos cidadãos decentes.

Mas temos mais escola, com menos capacidade de encher a alma. Para ajudar à festa, há mais de um ano, temos o Crato. Erro crasso!

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Já não vende


Nas sociedades ricas do Ocidente, há abundância. Pouco importa se 50% da população não possa comprar. Os restantes podem! Esta malta tem um enorme poder de consumo! Cultiva o «Eu Feliz», cheio de alegria e prazer, com gosto refinado e vontade de dar nas vistas.

Para explorar os seus rendimentos, Seth Godin tem uma ideia interessante, há alguns anos: «Ser muito bom … já não vende. É preciso ser notável. Diferente. Único.» Seguindo a moda, agora, «O verde».

Ter um talento desconectado ou ser certinho e aprumado, não representa sucesso. Já há muitos assim. Quem consegue ligar-se, destacar-se e espalhar «boas» ideias, ganha. Quem cria cadeias de Otaku (coisa cool que dá gozo e vontade de comentar com outro) não precisa de publicidade. O tema torna-se memorável. 

O que é essencial é perceber o que as pessoas querem e entregar-lhes com classe, com cor, cheiro e glamour.

O sucesso está , muitas vezes, em fazer simples, inteligível, funcional, oportuno e pertinente. DESEJADO e credível, mesmo que arriscado.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Declaração de luta


Olho-me ao espelho e vejo um ser culto, consciente e passivo, que assiste, na sua poltrona, ao caminhar de uma Humanidade para a desgraça.

Hoje há um duplo, e enorme, desafio: eliminar o imenso problema da pobreza e a mentalidade da Civilização que o cria! Este é um assunto de carácter cultural e político. Precisa de uma ação criativa e transformadora, conjunta, congregadora. Enérgica.

Afinal, vivemos para tentar ser felizes. A vida é curta e foge. Viver amordaçado ou prisioneiro do passado é morrer por antecipado!

Vivemos um momento histórico em que podemos conciliar as conquistas da gestão, da tecnologia e da ciência com a «inteligência dos mercados», o desenvolvimento fraterno e sustentável da Humanidade, num novo padrão de pensamento e de ação, temporário, revolucionário.

Este é um momento que exige mudança, determinada. Se for preciso, que seja à força! Não é possível aceitar a conspurcada vitória dos senhores da mentira política e económica que nos arrastam neste caminho de futuro sofrimento sem glória.

Inspiro-me em Mujica e noutros nobres revolucionários!

O que aconteceria se as famílias indianas tivessem a mesma proporção de carros que as alemãs? O que aconteceria se tivéssemos 7,5 mil milhões de pessoas com o mesmo nível de consumo e desperdício das sociedades do Ocidente? É possível falar em solidariedade numa economia baseada na concorrência impiedosa? Até onde chega a fraternidade?

Dizem os velhos sábios: «Pobre não é o que tem pouco, mas sim o que necessita infinitamente muito e deseja, e deseja, mais e mais», sem nunca o concretizar!

Como afirma Mujica: «Estamos numa civilização filha do mercado e da competição, que se deparou com um progresso material explosivo. A economia de mercado criou sociedades hiperconsumistas de mercado. Este hiperconsumo destrói o planeta, fazendo coisas que durem pouco para vender mais. Isto é um ciclo vicioso. Temos de trabalhar imenso para sustentar uma civilização que usa e deita fora. Temos de rever a nossa forma de vida! A grande crise não é ecológica, é política. As forças (do mercado e do trabalho) é que governam o homem … e a vida. Temos de perceber que a crise da água e a agressão à natureza não são a causa. A causa é o modelo de civilização que construímos. Este é um problema que «exige» a luta por uma outra cultura. Não podemos continuar a ser governados pelos mercados. Temos de os governar. - Quando você acordar, descobrirá que a vida se foi no trabalho imenso para alimentar o consumo estúpido. É este o sentido da vida humana?»

Por mim, não. Já acordei! Basta. Vamos lá que a vida é curta! Aqui estou, nesta luta por um caminho melhor. Nem que seja «à bruta».

domingo, 26 de agosto de 2012

Indigno desemprego


O desemprego é um flagelo para quem o vive. Retira dignidade.

O sofrimento com o desemprego revela o sentido que damos à vida. Afinal, aprendemos, na escola e em casa, a vivermos para trabalhar. 


O emprego, na idade adulta, é a ferramenta de Ser Alguém, de ser digno, de ser respeitado e de ter acesso aos recursos financeiros que permitem imaginar que temos uma vida feliz!

O emprego e o trabalho são ótimos para os que nunca refletiram sobre a vida, que não sabem orientar-se para além das convenções. O emprego encaminha, dá rotina, disciplina, muitas vezes, dá/é o sentido de vida.

Quando, por qualquer razão, um maduro fica sem emprego, na maioria dos casos, perde o sentido e a dignidade. Até que, por um qualquer processo ou arte mágica, se encontre de novo com um emprego. 

Mas, se sentir que é muito mais valioso do que o simples empregado em que se transformou, é capaz de ultrapassar este mau estado, para reiniciar um percurso mais autónomo e compensador. «Temos todos os recursos de que necessitamos ou podemos criá-los. Não há pessoas sem recursos, apenas há estados mentais sem recursos.» in Coaching con PNL, O Connor, J.; Lajes, A. (2005)

Esta abordagem exige esforço e vontade para aprender: para mudar!

O desemprego pode ser um flagelo ou uma oportunidade para começar um novo percurso de transformação e felicidade. Depende do modo como se encara e da coragem que se tem para se experimentar! Mesmo que a envolvente não seja a melhor.

O desemprego mata quando, erradamente, a pessoa deixa de se considerar digna porque não tem emprego!