quarta-feira, 7 de março de 2012

(Re)evolução


Monsanto, Portugal, 2011, (Cristina Montez)
Portugal é um país triste. Mas desenvolvido, em evolução. Em transformação. É um território lindo, diversificado de Norte a Sul. Para alguns, um paraíso! Com cantinhos de extremo bem-estar.

Os portugueses são tristes. Grande quantidade é pobre. Muitos arriscam-se a ser. Porque estão educados para isso. Porque não evoluíram...nas mentalidades, nas relações e nas práticas.

A depressão cultiva-se e contagia-se. A evolução também.

Está nas mãos de cada um, a sua (re)evolução.

Portugal (e os portugueses) podem crescer mais, se, aproveitando esta «crise», recuperar a inteligência da Terra, valorizar as paisagens (rurais e urbanas), (re)evolucionar os pensamentos, as ações e as relações.

Foi isto que, no meu entender, o Pedro (Passos Coelho) sentiu e quis dizer! Mas como é convencional... disse asneira sem querer, porque a pensou, desvalorizando a importância do sofrimento de cada um!

Mas o que se seguiu revelou a urgência de transformação. Pegaram no pior do que afirmou, para contestar, para o denegrir, para gozar.

Não quiseram ouvir o que nos faz crescer.

As «empresas» e as pessoas que hoje não estão a falir (re)evoluiram, adaptaram-se, com sofrimento, angústia e ambição. Não foi fácil, mas mudaram! Estão em melhor posição.


Foto de Monsanto «roubada» a um álbum de Cristina Montez. Obrigado Cristina, espero que não te importes. O álbum está espetacular! Texto escrito de «Acordo com uma Nova Ortografia Imaginária», a minha, a de um simples e humilde analfabeto!  

segunda-feira, 5 de março de 2012

Pontes e ligações


Ninguém vive sozinho. Nem fechado numa redoma. O mundo é vasto e vivo. Além de uma bola redonda. É as ideias que temos, as ligações que fazemos e as pontes que atravessamos para descobrir caminhos que nunca sonhámos. São ilusões, coisas vazias e cheias que observamos nos livros. Nos testemunhos da vida, nas pessoas que nos rodeiam.

As pontes juntam paisagens impossíveis de imaginar. Condicionam, limitam, estrangulam, estreitam passagens, mas precisamos de as passar. São obras feitas, imperfeitas, com engenhos. Marcam percursos. Quantas mais temos, mais vislumbramos, mais caminhos percorremos e traçamos.

Os livros são pontes, que contemplamos, sempre que por lá passamos, aprendendo com novos olhares. Os livros são miradouros que escalamos. São pontes que ligamos para construir o saber. São marcos muito importantes para quem sabe ler e quiser ver.

Os livros são engenheiros de pontes que permitem ver, que controem relações e saber. Uns são pontes de ouro, com ligações relevantes. Outros são fontes de riso que passam num instante. Os livros são pilares de civilização e liberdade que ajudam a criar pontes e ligações baseadas na verdade, efémera e pura de cada um. Os livros são a base da vida como as pontes e as ligações, basta apenas saber escolher.  

Texto escrito de «Acordo com uma Nova Ortografia Imaginária», a minha, a de um simples e humilde analfabeto! 

Lágrima viva


Quem chora, descobre a cara, o sentimento que lhe vai dentro.
Quem chora, nem sempre sofre, pode ser divertimento.
Quem chora, por vezes, goza vitórias. Não chora, comemora.
Quem chora, por gosto, não chora, está vivo, está imenso.

Chora quem mais precisa de refletir o sentir. Chora quem precisa de viver e descobrir. Chora quem está vivo, em busca de encantamento.

Quem faz coaching com valor sabe que o sofrimento é dor, crescimento! Quem já se descobriu, se alinhou, sabe que a vida é boa, não anda à toa.

Chega de sofrimento!

Eu não faço coaching! Detesto modas.
Estou sereno. Calmo, pequeno, na medida do meu momento. Mas choro, sempre que posso, sereno, com gozo, comemoro conquistas, divertimentos.

Uma lágrima é ... um momento com sentimento. A lágrima viva é vida. Nem sempre é triste, nem sofrimento.

Serenas conquistas


Nos tempos que correm, de lutas e desilusões, a serenidade vale ouro. É visível num sorriso puro.

Para Alonso Puig, em Reinventar-se, «A serenidade é a capacidade de mantermos a atenção focada, no meio da dificuldade, naquilo que para nós é uma prioridade». A serenidade é um estado de espírito capaz de enfrentar as mais diversas tempestades, focada na essência da vida.

Nos tempos de mudança, a serenidade e a paixão dão consistência à ação. A criatividade dá-lhe cor, garrida, carregada de emoção. A união, a ligação e o apoio fazem o resto. Um caminho de sucesso.

Serenos, definimos as prioridades terrenas, sabemos discernir melhor (nem tudo o que luz é ouro, nem tudo o que é escuro são trevas). Caminhamos calmos e seguros em busca de serenas conquistas. Aquelas que efetivamente contam, sem as guerras que nos desgastam.

Só é preciso saber ser, sereno, no caminho do bem-estar! E, muito calmamente ou em corrida, seguir em frente, caminhar, serenamente. Saber Estar!


sábado, 3 de março de 2012

Sorrisos inesperados

A vida é composta de nadas que enchem, nadas que gritam, nadas que mexem, alegres e tristes, suaves e densos! Palavras que marcam, olhares que meigam, silêncios que falam, sorrisos que se revelam e amam.

A vida são momentos, de pequenos nadas, inesperados. De emoções distraídas, fraternas, aconchegantes, em que nos sentimos imensos, por instantes, que nos tocam, sensíveis, cativantes.

A vida é bela! Cheia de alma, terna e calma, nos sorrisos sinceros e inesperados.

Linda! Para quem vê. Bela! Para quem sente. Fica plena, brilhante, cheia de nadas, sentidos, de gente. Enchem, inspiram, deleitam, abraçam, transformam a vida num caminho brilhante.

A vida é tão inesperada e boa, com estes sorrisos de gente!

sexta-feira, 2 de março de 2012

O Euro não é o culpado!


Um amigo meu, para revelar o que lhe vai na alma sem se comprometer, costuma dizer: «ouvi no elevador!». Eu não o faço, mas oiço por aí «o Euro é o culpado é o problema de Portugal!»

Estão parvos? Isso é um erro, uma aberrância pensamental.

Efetivamente, o Euro é um desafio, um «novo» contexto, uma mudança radical. Exige sabedoria, um comportamento corresponsável, uma perspetiva de futuro, inteligência e decência. A questão é mais profunda. É cultural. E não apenas de alguns, como se vê no geral!

Não foi o Euro que excedeu os limites do consumo, criou dívidas, desregulou mercados e criou privilégios. Não foi o Euro que mudou as regras, destruiu a justiça, emagreceu a polícia e criou corrupção. Não foi o Euro que escreveu notícias falsas de jornal. Não foi o Euro que inventou crises políticas em Portugal. Não foi o Euro que levou empresas à falência. Não foi o Euro...

Foram decisões impróprias, sem conhecimento ou com muito vergonhoso pensamento, de pessoas que não vou identificar para poder trabalhar! Tiram vantagens pessoais, de curto prazo, manipulam os outros, criam privilégios e monopólios. Fazem disto um bacanal, sem que saibamos as razões, as próprias, as deles, para agirem como tal!

O Euro não é culpado. É um instrumento: a moeda única! Em que muitos operam, irresponsáveis, por razões que não são as do desenvolvimento e da melhoria global da Nação! 

Quem o afirma é ingénuo, está parvo ou...talvez lhe convenha a patranha cheia de imprecisão!


Texto escrito de «Acordo com uma Nova Ortografia Imaginária», a minha, a de um simples e humilde analfabeto! 

quinta-feira, 1 de março de 2012

Saber destilado!


Experimentar, sentir e estudar são as frações da equação do saber. É um resultado, muito diferente de Aprender!

Aprender é um processo que pode aumentar o poder de se sentir gente e de se fazer. Pode não ser consciente, nem racionalizado. Mas cria, sempre, algo que fica integrado (o resultado: um saber desgovernado), transformado num automatismo, programado, pronto a disparar num momento, num repente. É instinto memorizado.

Ninguém aprende quando não sente, apesar de ter estudado. Ninguém sente, efetivamente, antes de ter experimentado ou assistido a uma experiência com um bom significado.

Já o Saber consistente é outra coisa. Tem de ser trabalhado. Precisa de estudo, de esforço, disciplinado, de reflexão profunda, com lógica. É estruturado, perdura e pode ser reciclado.

Mas a Sabedoria é que é ouro. É o que resta, depois de se ter sentido, amadurecido e pensado, de estar parado, eventualmente cansado ou amargurado. A Sabedoria sente-se, com emoção de gente, em paz e sossego. Fartos, seguros, apascentados. A Sabedoria é o sabor que fica na alma, que enche, é a sobra magnífica do Saber destilado!


Texto escrito de «Acordo com uma Nova Ortografia Imaginária», a minha, a de um simples e humilde analfabeto!