Tudo o que pensamos, decidimos e fazemos depende do instinto, da educação e das experiências que temos. Perante os estímulos que se nos apresentam, temos comportamentos, influenciados pelas nossas atitudes e os ambientes em que nos integramos.
O instinto, parece genético, eventualmente transcendente, estruturante, difícil de transformar. As experiências e os estímulos são, na maior parte das vezes, fruto do acaso e da sorte, das interações com o meio. Também controlamos pouco. A única componente que nos resta, na qual temos um poder relevante, é a educação.
A Educação começa nos primeiros meses, mesmo no ventre da mãe (leia-se, a este propósito, o livro do pediatra Gomes Pedro: Para um sentido de coerência na criança). Mas prolonga-se, caso o desejemos, até aos últimos anos de vida, como se consegue perceber nos contextos profissionais e no livro: Switch, como mudar quando a mudança é difícil.
Com umas convicções educativas, produzem-se determinados ambientes de aprendizagem e certas mentalidades. Com outras convicções, criam-se outras. As que temos, são ainda muito fechadas, ultrapassadas, envelhecidas e inadaptadas a uma nova Sociedade Hipertexto.
Com o espírito que anima as práticas educativas (normalmente instrutivas e pouco educativas) em Portugal, constroem-se mentes fechadas, rotineiras e tendentes para a frustração.
Com outro espírito, aberto e adaptativo, com outra forma de educar, criam-se condições para que as pessoas «se cresçam», habilitadas à adaptação inteligente e à expressão maximizada dos seus talentos. Promovem-se campeões da vida! Pessoas que se transformam continuamente em harmonia dinâmica com o meio. Pessoas que sabem respeitar e aproveitar o melhor que há nos outros.
Mas para que isto acontecesse era preciso que tivéssemos muitas pessoas bem educadas nos papéis de pais, professores, decisores e ministros! Para já, este desejo não passa de um sonho que as nossas escolas, as nossas famílias, os nossos decisores e governantes teimam em contrariar diariamente! E, depois, perante os desafios que vamos encontrando, temos a cultura do pesadelo e do fado maldito, dos lamentos do azar! Como se de azar se tratasse.
É por este motivo que temos agora o ministro da instrução no ministério da educação, as empresas aos gritos, definhando, perdendo capacidade competitiva e os «tugas» a queixarem-se da vida.
Até quando manteremos o cenário? Quando faremos uma revolução... de mentalidades? Quando mudaremos a educação? E transformaremos o pesadelo da maioria em novos raios de esperança e ação?
A revolução das mentalidades será o caminho mais seguro para a Paz, para a renovação e para o desenvolvimento. Não a fazer, será preparar outra revolução, provavelmente sangrenta.
Quando quiserem o caminho da Paz, contem comigo! Os que me conhecem sabem o faço todos os dias, em todas as formações e contactos de «trans-form-ação» ou educação que tenho.
Tenham um excelente dia-a-dia. Em Paz! Mas, se for preciso, mudem!